Ter uma nota alta nos exames nacionais do secundário é mais difícil este ano

09/06/2021 12:23

Os critérios dos exames nacionais deste ano vão mudar relativamente ao ano passado. Vai ser mais difícil ter notas muito altas nos exames de acesso ao ensino superior e há provas que vão ter o triplo de perguntas obrigatórias.

Apesar de manterem o mesmo modelo do ano passado, os exames do ensino secundário que servem de acesso ao ensino superior vão ter um mecanismo que travarão as notas “demasiado elevadas” que existiram em 2020.

Os exames vão ser realizados em junho e vão continuar a ter um grupo de questões opcionais em que só contam as melhores respostas, porém vão aumentar as respostas obrigatórias de forma a não permitir que os alunos fujam a todos os temas que não dominam.

O IAVE (Instituto de Avaliação Educativo) publicou, esta semana, as instruções de realização e cotação das provas, sabendo-se, assim, quantas perguntas serão obrigatórias em cada prova.

Na disciplina de Geografia A, os alunos terão de responder obrigatoriamente a 18 questões, mais 13 que há um ano.

Em Filosofia serão 12, o ano passado eram apenas quatro as perguntas obrigatórias.

A Matemática A serão 11 perguntas obrigatórias, eram quatro há um ano.

A Português e a Física e Química serão o dobro das perguntas obrigatórias em comparação com o ano transato. Português terá dez perguntas obrigatórias e Física e Química 16.

Uma decisão que, segundo o presidente do IAVE, serve para evitar o “excessivo enviesamento” que existiu nas notas no primeiro ano de pandemia, em que o modelo dos exames foi alterado. 

Contudo, em declarações ao Público, deixa claro que não se trata de serem exames mais difíceis, tendo em conta que estão “totalmente dentro dos padrões habituais”.

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