Seca: Presidente da AGIF garante que situação não é tão preocupante como há uma semana

10/03/2022 09:40
seca

Esteve esta quarta-feira, dia 9 de março, reunido o Conselho de Coordenação da Gestão Integrada dos Fogos Rurais (AGIF), na presença do primeiro-ministro, António Costa, com o objetivo de preparar a próxima época de incêndios e fazer o balanço de 2021.

O presidente da AGIF, Tiago Oliveira, avançou que esta próxima época de incêndios dependerá da quantidade de chuva que cair até maio, considerando que a situação de seca melhorou.

«O Instituto Português do Mar e da Atmosfera [IPMA] esteve presente na reunião e atualizou a projeção de seca tendo revisto em baixa o risco, isto é, a situação não é tão preocupante como era há uma semana», avança Tiago Oliveira à agência Lusa.

Segundo a análise de Tiago Oliveira, a chuva prevista para este mês de março vai permitir «dar alguma folga» e recuperar «um pouco os níveis de água, humidade e água no solo».

O presidente da AGIF disse também que já seguiu para publicação em Diário da República o «mapa de perigosidade», que contém as freguesias de risco elevado de incêndio, considerando tratar-se de uma «ferramenta que permite identificar os locais de maior exposição, de dano potencial ou outros pontos críticos que podem gerar um grande fogo».

«Reduzir a vulnerabilidade de cidades, infraestruturas críticas e áreas de alto valor, com intervenções em escala na gestão da vegetação, gerir ativamente os mosaicos com fogo de gestão de combustível, tratamentos mecânicos e remoção de biomassa, comunicar e envolver comunidades locais no esforço de redução das ignições e da exposição ao risco, reduzindo a probabilidade de ocorrências em dias e locais críticos e gerir recursos de vigilância, deteção, dissuasão, supressão e gestão de emergência de forma coordenada, eficaz e eficiente» são outras das ações que vão ser desenvolvidas.

Tiago Oliveira afirmou que, à semelhança do que aconteceu em 2021, vai existir também este ano um investimento nas ações de formação dos operacionais envolvidos no dispositivo de combate aos incêndios florestais.

«A estratégia passa por reduzir a probabilidade de grandes incêndios, preparar as aldeias e criar esta dinâmica de gestão da vegetação à volta das casas», assegura o presidente da AGIF, apelando para que as pessoas comecem a limpar os terrenos juntos às suas habitações.

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