“Planalto” está de regresso a Moimenta da Beira

23/08/2021 13:27

De 30 de agosto a 4 de setembro, Moimenta da Beira volta a receber o “Planalto – Festival de Artes”, numa edição que propõe um manifesto para coabitar o presente e, simultaneamente, convida a uma reflexão «profunda e construtiva sobre a ocupação dos vazios do futuro», revela a autarquia.

Além de dar a conhecer artistas emergentes e trazer a palco alguns dos artistas mais conceituados a nível nacional, nas áreas da dança, do teatro, da música, do cinema, das artes visuais e da performance, o programa reúne, ainda, workshops, aulas, conversas, caminhadas culturais e projetos de mediação cultural e de ecologia.

«Tanto queremos proporcionar a fruição e o acesso a uma programação cultural de elevada qualidade, como pensar em intervenções específicas, muitas vezes até de cariz social, em que sabemos que estamos a dar um contributo claro à comunidade e do qual o próprio festival poderá beneficiar muito no futuro. Isto porque, para nós, só faz sentido se for para fazer com as pessoas», esclarece Luís André Sá, diretor artístico e de programação.

Dinamizado pela associação cultural “Um Ponto no Planalto”, em articulação com diversas associações e instituições locais, regionais e nacionais, o projeto assume-se como um festival cultural multidisciplinar com uma programação cultural contínua de referência nas múltiplas disciplinas artísticas.

Este ano, o festival estreia-se com dois novos programas, o “Neblina”, de participação artística e mediação cultural, e o “Programa de Arte Pública”. Com estes dois programas a iniciativa continuará a desenvolver pontes de diálogo com organismos locais, regionais, nacionais e internacionais, assim como, na criação de um roteiro a médio prazo que crie um museu a céu aberto em coabitação com a paisagem.

O programa envolverá o público dos 3 aos 89 anos, num total de 31 propostas em torno da sustentabilidade e da paisagem, desenvolvendo diálogos intergeracionais que ativem a participação de toda a comunidade.

Além de espetáculos, concertos e exposições, um dos destaques do festival será a “Floresta Planalto”, uma plantação de 1000 árvores autóctones de 5 espécies em vias de extinção, entre elas, o Carvalho Negral, o Teixo, a Tramazeira, o Azevinho e a Azinheira. Em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), este é «um projeto de cooperação e de mobilização de toda a sociedade que acontecerá, por razões técnicas, pós-festival, e que terá um impacto do ponto de vista da paisagem, da sustentabilidade, da ecologia, da preservação da floresta, dos recursos naturais, dos habitats e da regeneração do ar e dos solos», adianta o direto do festival

Ao todo serão 14 os lugares que darão palco às atividades do festival, desde monumentos, praças, terreiros, prados, parques e espaços naturais. Uma programação que decorrerá de forma ativas nas freguesias de Moimenta da Beira e Leomil, tendo ativos projetos e parcerias na vila de Alvite e na aldeia de Peravelha. «Tanto estamos sobre o ambiente intimista do Convento da Nossa Sr.ª da Purificação, num concerto da harpista espanhola Angélica Salvi como, na manhã seguinte, ao raiar do sol, estamos no meio de um prado junto às encostas da Serra de Leomil numa aula de Chi Kung. Acreditamos muito que esta identidade poderá criar uma geografia sentimental em quem nos visita», admite Luís André Sá.

Sob o mote “Coabitar o presente e desafiar o futuro”, este evento convida o público e os artistas a refletirem sobre as infinitas possibilidades que uma palavra pode ter como gesto ativo na ocupação que queremos fazer sobre os lugares do futuro.

As atividades serão de entrada livre, sujeita à lotação dos espaços e ao levantamento de bilhete ou inscrição prévia.

A programação completa pode ser consultada em www.planaltofestival.pt.

Foto // Planalto Festival

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