Governo quer abrir creches, pequeno comércio e cabeleireiros em maio

16/04/2020 19:52

Pequeno comércio de bairro, barbeiros, cabeleireiros, serviços públicos e creches, são os serviços que o Governo pretende reabrir no mês de maio.

Durante o debate de hoje, 16 de abril, no Parlamento sobre a prolongação do Estado de Emergência até 2 de maio, António Costa anunciou que é intenção do Governo reabrir, já em maio, as creches, já que “são fundamentais” para evitar que muitas famílias tenham “perda de rendimento” ou “um esforço acrescido” estando em teletrabalho. Existe também a vontade de voltar com as aulas presenciais no 11º e 12º anos.

Para o Primeiro Ministro a Administração Pública “deve dar o exemplo” e retomar o atendimento presencial de forma a “transmitir confiança aos cidadãos de que é possível retomar o ritmo de vida normal”.

No que diz respeito ao comercio e à restauração, António Costa afirma que as medidas devem ser graduais e que “devemos olhar para o pequeno comércio de bairro, que junta menos gente e responde melhor à economia local”.

A hipótese de reabrir estabelecimentos de cuidados pessoais, como cabeleireiros e barbeiros também está em cima da mesa mas é preciso “ter normas específicas de segurança para os profissionais e para os utentes”, reitera o Primeiro Ministro.

No que toca a atividades culturais, o Governo considera que “a cultura não pode continuar encerrada à espera de melhores dias”, pelo que quer reabrir, em maio, equipamentos culturais e desportivos, com lotação fixa e lugares marcados, que permitam o distanciamento social necessário, bem como o uso de máscara de proteção comunitária.

Relativamente ao teletrabalho, António Costa destaca que quem pode continuar nesse formato, deve fazê-lo, considerando que “é fundamental, porque sabemos que o levantamento das medidas é gradual, e quem possa manter-se em teletrabalho deve ter maior liberdade para levar os filhos à creche, a usar o comércio local, mas é bom que se possam manter em teletrabalho para que operação nos transportes públicos corra o melhor possivel”.

As empresas devem adotar “novas formas de organização” para começar o regresso à normalidade. António Costa aponta que “trabalhando uns de manhã e outros à tarde, trabalhando uns numa semana e outros noutra semana é possível ir libertando as pessoas do confinamento doméstico” e relançar a economia.

No fim, o chefe do Governo, admite que o setor do turismo será um dos mais castigados no momento imediato, uma vez que a limitação de fronteiras continuará a ter restrições sérias e apela aos portugueses que façam as suas férias dentro do mais para “ajudar a defender o turismo, que é o motor da atividade económica”.

Foto: Jornal de Negócios
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