Empresa investe cinco milhões de euros em Vouzela

13/04/2022 10:28

Foram inauguradas, esta segunda-feira, as instalações da empresa Refal. Um investimento de cinco milhões de euros, com a expetativa de aumentar os atuais 34 postos de trabalho.

«A empresa começou a laborar em abril de 2021 e, até ao final desse ano, o volume de faturação passou os dois milhões de euros e a perspetiva é, nos próximos dois anos, chegar aos 15 milhões de euros», admitiu o administrador Paulo Simões.

O empresário explicou, em declarações à agência Lusa, que «Vouzela foi o local mais perto e com as melhores condições para abrir a empresa», que trabalha soluções em alumínio e tem como principal mercado a Espanha.

«Contámos com o apoio de fundos comunitários e, apesar das incertezas do futuro, com as variações nos preços da energia, da matéria-prima e da mão de obra, o objetivo é continuar a crescer», aponta Paulo Simões.

Rui Ladeira, Presidente da Câmara Municipal de Vouzela elogiou a «visão, ousadia e vontade dos impulsionadores (da empresa), Paulo e a irmã Maribel Simões, que são um exemplo de trabalho, sacrifício e de esperança para outros empresários».

«Num momento em que ninguém espera, quando se vive uma pandemia, em que se enfrentam momentos de muita instabilidade e há grandes desafios pela frente — agora também com esta guerra na Europa – os nossos empresários são também a esperança», acrescenta Rui Ladeira.

Elogios reiterados por Isabel Damasceno, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, enquanto frisava que «há um novo quadro comunitário de apoio que vai continuar a apoiar os empresários».

«No início, os fundos europeus destinavam-se a modernizar o País, para investir nas infraestruturas básicas. Agora que esse processo está feito, os fundos europeus são para apoiar o investimento privado e nós tudo faremos para continuar a ajudar», assegurou.

Isabel Damasceno reconheceu que, «pontualmente, há necessidade de tratar de infraestruturas básicas, principalmente em territórios de baixa densidade, mas os fundos europeus também fazem distinção entre os territórios».

«Há diferença entre territórios de baixa densidade e os que não são de baixa densidade, precisamente porque são conhecidas as realidades distintas nos diversos territórios e, em regiões como esta e outras o investimento tem de ser maior», sublinhou.

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