Deputados do PSD acusam governo de falta de compromisso de apoio no processo do Centro Oncológico de Viseu

14/07/2021 15:00

Na sequência das audições regimentais às ministras da saúde e da coesão territorial, os deputados eleitos pelo PSD, no círculo eleitoral de Viseu, concluem que o processo do centro oncológico está numa fase «muito incipiente do processo e que a única garantia que existe é a de vir a ser considerada como prioridade para o próximo quadro comunitário “Portugal 2030”, isto é só na próxima legislatura». 

«Os anúncios feitos pelo conselho de administração e pelo deputado e candidato João Azevedo são cabalmente desmentidos e não passam, uma vez mais, de uma rábula de propaganda, em tudo similar ao que sucedeu em 2017», acrescentam.

Os deputados do Partido Social Democrata, face «ao silêncio da ministra da saúde e à resposta da ministra da coesão e da valorização do interior, não têm dúvidas que, «Não há qualquer compromisso de apoio».

«A falta de projetos de especialidade, de projeto de execução, as especificações técnicas e autorizações e licenciamentos próprios inviabilizam qualquer aspiração em termos o centro oncológico a funcionar em 2023», referem.

«Ficou igualmente claro que a candidatura não terá qualquer provimento financeiro neste quadro comunitário. O que se poderá considerar é apenas antecipar uma candidatura no âmbito do Portugal 2030 de modo a garantir uma transição rápida. O esclarecimento foi de tal modo elucidativo que, ao comparar-se o processo a decorrer no Hospital da Guarda e o de Viseu, se percebe que um é real, está previsto no OE e há dotação financeira e outro é fantasia, não está no OE e não tem qualquer dotação orçamental», concluem.

Os deputados sociais-democratas exigem, assim, ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar Tondela-Viseu que clarifique toda esta trapalhada:

«Que compromisso e garantias havia relativamente à candidatura e calendário que veicularam publicamente e quem foram os interlocutores no processo?

Com a informação recolhida nas audições às ministras da saúde e coesão territorial, a pergunta que os viseenses fazem é a seguinte: Se não temos centro oncológico em 2023, para quando será uma realidade?»

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