ARTIGO DE OPINIÃO: Verão 2022 – Cuidados a ter com o calor!

06/08/2022 19:30

Cada pessoa reage de forma diferente às mudanças de temperatura. Por isso, a exposição a períodos de calor intenso pode ter efeitos nefastos para o organismo, como é o caso da desidratação, o golpe de calor, as cãibras ou até mesmo a morte. No entanto, estas situações podem ser facilmente evitadas bastando para isso ter em consideração um conjunto de informações e medidas preventivas que podem proteger a nossa saúde. 

A desidratação é um problema frequente em dias de calor. Para a prevenir é necessário que esteja atento aos sinais de desidratação tais como: cansaço sem causa aparente; sonolência; dor de cabeça; sede, boca, lábios e olhos secos; fraqueza muscular e possíveis cãibras e tonturas / sensação de tensão baixa ou de cabeça leve.

Algumas pessoas são mais vulneráveis aos efeitos do calor intenso e exigem por isso, uma atenção especial para estarem protegidas nomeadamente, crianças nos primeiros anos de vida, pessoas com 65 ou mais anos, portadores de doença crónica ou pessoas isoladas e em carência económica e social.

Os bebés e crianças pequenas são especialmente sensíveis aos efeitos do calor intenso e dependem dos adultos para se manterem seguras. Devem ser protegidas do calor intenso através das seguintes medidas: uso de roupas leves e de cor clara, uso de chapéu, ingerir água com mais frequência e evitar a exposição direta ao sol, especialmente entre as 11h e as 17h. É ainda importante aplicar protetor solar sempre antes de sair de casa.

O calor excessivo é especialmente perigoso para as pessoas idosas, que têm menor perceção das alterações associadas ao aumento de temperatura. É comum os idosos não sentirem sede, o que leva a uma menor ingestão de líquidos e consequente aumento de risco de desidratação. Por outro lado, o organismo pode não ter a mesma capacidade para realizar a termorregulação necessária para prevenir os efeitos negativos do calor intenso na saúde. Assim, todas as pessoas com mais de 65 anos devem ter em conta as seguintes recomendações: beber água, mesmo quando não têm sede; permanecer em ambientes frescos; evitar a exposição direta ao sol; usar roupas leves e de cor clara, utilizar chapéu e protetor solar. 

As pessoas com doenças crónicas são também elas mais vulneráveis aos efeitos do calor, pelo que é necessário ter cuidados especiais. É o caso das pessoas com diabetes, doença cardíaca, vascular, respiratória, renal, mental e ainda as que tomam medicamentos que diminuem a sensação de calor ou provocam retenção de água ou de sal (anti-hipertensores, antidepressivos, antipsicóticos e medicamentos para a doença de Parkinson, entre outros). Se for o caso, dever aumentar a ingestão de água, mesmo quando não tem sede; permanecer em ambientes frescos, evitar a exposição direta ao sol; usar roupas leves, soltas, de cor clara, chapéu e protetor solar com SPF 50+, comer mais vezes ao dia em menor quantidade e evitar a utilização do forno ou de outros aparelhos que aquecem a casa, usar roupas leves, claras e soltas e esquecer o chapéu e os óculos com proteção contra a radiação UVA e UVB. 

Enquanto cidadãos responsáveis, devemos estar sempre informados sobre as condições meteorológicas, os níveis de UV e outras informações necessárias por forma a evitar desidratação, golpe de calor e outras complicações. 

Poderá encontrar informação fidedigna nos seguintes websites: Serviço Nacional de Saúde (SNS), Plataforma Saúde Sazonal e Instituto Português do Mar e da Atmosfera, Índice Ultravioleta – Mapa dinâmico.

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