ARTIGO DE OPINIÃO: Um compromisso com missão e oportunidade!

28/09/2021 19:30

A Medicina, a par da democracia, política e sociedade não devem apresentar-se dissociadas e assíncronas! Porém, nem sempre o exercício da primeira se torna facilitadora para que, de forma criteriosa e disponível, seja possível participar ativamente no compromisso da ação política.

Sem dúvida, a decisão de integrar, voluntariamente, uma equipa com deveres político-sociais, deve ser entendida como um direito e, mormente, uma oportunidade para servir uma Freguesia, um Concelho ou um País.

A missão é séria e exigente! Deve ser assumida com rigor, responsabilidade e, particularmente, uma oportunidade para aproximar os direitos das pessoas…

A responsabilização das populações deve, igualmente, afirmar-se quando, nestes contextos, se lhes apresentam condições sociofamiliares, educativas e em saúde favoráveis.

A justiça social, muitas vezes mote de campanha, assenta num princípio de equidade, igualdade e serviço que a Medicina assume como prioritário e singular. Saber valorizar a diversidade, a aplicação dos direitos humanos e o acesso aos cuidados/proteção social, representa um modelo holístico e inesgotável do exercício da Medicina. 

Assim, parafraseando Abel Salazar, “o médico que apenas sabe Medicina, nem Medicina sabe…”, pelo que será fundamental saber conciliar este distinto papel com a missão de melhorar a literacia em saúde das populações, quando no exercício das duas funções.

Neste contexto, sem confundir papéis, o Médico, pode nestas oportunidades, com primazia e eloquência proporcionar às pessoas o sentimento de pertença e bem-estar.

Em bom rigor, é possível ser Médico e Político, promovendo a centralização da(s) pessoa(s) e populações no domínio público e da sociedade!

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