ARTIGO DE OPINIÃO: A “igualdade” salarial

20/03/2022 17:00

O dia 8 de março foi instituído como Dia Internacional da Mulher.

Este ano, mais uma vez, analisando a imprensa e as notícias relacionadas com a data, saltou à vista a quantidade de artigos relacionados com o tema da disparidade salarial entre homens e mulheres.

Dos inúmeros dados e informações disponíveis, tomei a liberdade de transcrever algumas delas:

“Em 2019, os homens ganhavam em média cerca de 20% mais do que as mulheres enquanto que em 2010, antes da crise financeira, esse valor era cerca de 25%.”

“Na faixa etária dos mais de 55 anos, os homens ganham em média mais 36% do que as mulheres.”

“Na faixa dos 45 aos 54 anos, os homens ganham em média mais 27% do que as mulheres.”

“A disparidade de género era, em 2019, mais acentuada na Área Metropolitana de Lisboa e na região Centro com os homens a ganharem cerca de 23% mais que as mulheres.”

“Entre os quem têm o ensino secundário, os homens ganhavam mais 26% do que as mulheres.”

“Entre os licenciados, os homens ganhavam mais 36% do que as mulheres.”

“Entre os mestres, os homens ganhavam mais 31% do que mulheres.”

“A diferença remuneratória entre homens e mulheres em Portugal corresponde a 52 dias de trabalho pago ou 148,9 euros, com vantagem para os primeiros.”

“2157. Poderia ser um número qualquer, mas é o ano em que o problema da desigualdade salarial chegará finalmente ao fim, ou seja, daqui a 135,6 anos.”

Para finalizar, embora continuem a receber salários inferiores comparativamente ao género masculino, as mulheres têm níveis mais altos de escolaridade. Em Portugal, 49% das mulheres na faixa etária entre os 25 e os 34 anos têm um curso superior, em comparação com 35% dos homens.

Nos países da OCDE, a média é um pouco mais elevada, na ordem dos 52% e 39%, respetivamente.

Para refletir e principalmente para agir!

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