APFN considera insuficiente apoio de 60 euros para agregados numerosos

24/06/2022 15:54

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) solicita ao Governo que a atribuição dos apoios diretos às famílias «tenha em conta o número de elementos do agregado familiar incluindo todos os dependentes, no sentido de dar uma resposta efetiva aos problemas de extrema carência, que afetam de forma especial as famílias mais numerosas».

A APFN recorda que os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, relativos à pobreza e exclusão social revelam que, em Portugal, quase 40% das famílias compostas por dois adultos e três ou mais crianças estão em risco de pobreza, «sendo as famílias numerosas um dos alvos mais vulneráveis à pobreza e à exclusão social». 

«A prorrogação do apoio de 60 euros por família, em si positiva, não dá resposta às situações de maior carência, por não ter em consideração o número de pessoas que constituem a respetiva família, devendo ser modulado para poder ser efetivo», considera a APFN.

A Associação acrescenta que dadas as circunstâncias que o país e o mundo atravessam, «em que se verifica uma perda real de poder de compra, mais acentuada ainda no cabaz alimentar, os apoios são urgentes e devem refletir as diversas realidades familiares, tendo em conta o número de pessoas que integram os agregados, incluindo dependentes».

Estas preocupações foram dadas a conhecer ao Primeiro-Ministro, António Costa e à Ministra da Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

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